O vórtice do pensamento conspiratório (update)

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Para todo filho de Abraão, a ideia de que o inferno conspira contra o Paraíso é um lugar-comum. Está na categoria do “e daí?” Contudo, a privação do ser, que caracteriza o mal, não apenas garante a derrota final deste, mas também acarreta a futilidade de se estudar seriamente as intrigas do mal. Obedecer à prescrição evangélica de ser “tão esperto quanto as serpentes” é perigoso, exceto se acompanhada pelo mandamento gêmeo de ser “tão simples como as pombas.” Eu suspeito até que é a simplicidade que seja a chave da espertez. Obviamente, devemos estar alertas sobre o mal, e jamais ser ingênuos acerca de quão ruins as coisas são, ou do quão piores elas podem se tornar. Esperar uma utopia é tolice, e tentar realizá-la é sempre destrutivo. Mas, além de ser atento e realista – e dado que você não seja um exorcista, nem um agente da lei nem das forças armadas –, quanto menos tempo você perder “estudando o inimigo,” melhor.

Pessoas que conheci bem nos últimos 45 anos e que mergulharam nesta ou naquela forma de teoria da conspiração, acabaram com suas mentes (sobretudo no caso dos inteligentes!) sendo sugadas pelo vórtice de um hipnotizante fascínio pela revelação das maquinações do mal. Ora, isso atordoa e desorienta. Aquelas pessoas inevitavelmente terminaram atribuindo mais coordenação e eficiência à maldade e seus ardis – em termos puramente ontológicos – do que o mal é capaz de fazer. Más companhias – uma categoria à qual todos nós pertencemos às vezes! – estarão sempre muito mais preocupadas em brigar entre si do que em montar boas estratégias contra o bem. O mal inevitavelmente ganhará algumas batalhas – conduzidas por um Judas, um Stalin, um Hitler, um Al Baghdadi –, porém, jamais será capaz sequer de entender o que significaria uma vitória final, pois seus olhos são avessos à luz. Contudo, as pessoas que buscam firmemente o bem e o sagrado, radicados no Ser em toda a sua densidade e intensidade, erguerão as muralhas mais sólidas possíveis contra o mal. As palhaçadas desenraizadas da iniquidade finalmente sumirão dentro do nada com que elas flertam.

Porém, mesmo pessoas com ótimas intenções podem ficar transfixadas pela leitura de livros, ou a assistência a vídeos de pessoas que falam, interminavelmente, sobre os perigos ameaçando um país, uma igreja ou um grupo qualquer.  Se seu estudo debruça-se, predominantemente, sobre essa espécie de “demonologia secular,” em vez de dedicar a parte de leão de suas leituras e reflexões sobre fontes saudáveis, você também flerta com esse nada.  No caso do católico, o programa normal não pode ser de outra forma do que o estudo dos documentos oficiais–e recentes!–da Igreja, incluindo sim todos os 21 concílios, mas em particular o último, e as encíclicas papais. Quem nunca, ou raramente, abre esses textos (e até os demoniza, graças à última teoria de conspiração dentro da própria Igreja), e fica mergulhado em livros e vídeos marginais, produzidos pelos autoproclamados “estudiosos do inimigo,” já se entregou à mais perigosa cilada do adversário. Já virou um cúmplice da pior conspiração que existe–aquela que teria até abandonado Jesus, porque ele não quis seguir nossa sugestão que ele expulsasse Judas Iscariotes do colégio dos Apóstolos.

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Narciso negado

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Sua vida é sua, sua mesmo, e vai ter que se responsabilizar por ela.  Mas isso não significa que ela é sobre você, ou acerca de você.  Por outras palavras, o tema da sua vida não é Sua Senhoria.  Buscar o sentido dela olhando só dentro da sua individualidade espácio-temporal sempre vai fracassar. É o dilema de Narciso. Mesmo esse garoto devia ter notado, enquanto mirava seu lindo rosto na água, que seus olhos, suas narinas, suas orelhas e até seus lábios e sua língua se orientam–todos!–para fora. Nossa face não tem a capacidade inata de fitar com seus olhos em si mesma, sem ficar vesgo e louco. O espelho pode servir para fazer a barba ou botar a maquiagem, mas além disso, é um gerador incansável de maya (o finito fingindo de ser o infinito, o temporal fingindo de ser o eterno). Nossa vida é sobre algo que transcende a nós mesmos, verdades e valores acima de nós mesmos. Além do rosto, também nosso corpo é uma testemunha inconfundível desse fato.open

O sentido da nossa vida articula-se no tempo e na história como um convite para desvendar um mistério vis-à-vis nossa cara; não é um convite para sentar-nos enquanto alguém pinta nosso retrato. Respondemos a esse convite não apenas caminhando, literalmente, com nossas pernas em busca das coisas que precisamos para sobreviver (idas para o supermercado, a escola, a casa dos amigos, ou até destinos turísticos…). Também peregrinamos com nossos sentidos e imaginação nas artes e nos estudos humanísticos, para juntar à nossa experiência limitada as experiências dos nossos semelhantes na história, amplificando a envergadura do nosso horizonte humano. Peregrinamos, ademais, com nosso inteleto e razão na filosofia e nas ciências (aprofundando o contato da mente com o mundo que a circunda e fecunda).  Finalmente, peregrinamos com nosso coração, na espiritualidade e religião, porque existe um imenso mundo também dentro de nós, o qual nos extravasa infinitamente, mas também nos abraça com a atmosfera animadora da eternidade. A sua descoberta é sempre nova, mas sua experiência é intuitivamente perene.  É “a beleza tão antiga e tão nova,” de que fala Santo Agostinho.  

Este perene não é um “velho” que passa, mas um perpétuo que se perpetua. O perene é o presente, o permanentemente presente, o implacavelmente atual, o fiavelmente circundante–aquilo que, mesmo negado, continua tacitamente pressuposto. Quando uma obra de literatura ou de arte se torna um “clássico,” é porque ganhou a capacidade de se desengajar da sua situação espacial e cronológica e entrar em contato com uma realidade profunda que está sempre acessível àqueles que têm a chave para destrancá-la.  Uma tal obra vira um limiar à vista de outras paisagens que temos que vislumbrar de tempos em tempos. Se não, corremos o risco de cairmos na água em que o coitado Narciso afogou.

19 - Open Door

Cultos de personalidade

É fácil apontar aos cultos de personalidade obviamente fanáticos, como aquele do Mao-tse Tung, Hitler, Stalin, e dos tiranos norte-coreanos; ou, numa chave mais “espiritual”, do Bhagwan Rashneesh (“Osho”), do David Koresh, do Jim Jones, etc., e achar, com grande confiança, que você nunca cairia sob o encanto de um tal charlatão.  Quando, porém, você assiste aos vídeos e documentários sobre esses personagens e seus cultos,  e vê os rostos e ouvir as vozes nas entrevistas de seus seguidores, vai ver e ouvir entre eles algumas pessoas obviamente inteligentes,  presumivelmente equilibradas, até pessoas profissionais (médicos, advogados, professores, etc.)–sem qualquer marca óbvia de fanatismo ou extremismo. Porém, estão cheias de convicção de que seu “guru” é simplesmente maravilhoso, e praticamente isento de falhas sérias.  Chegam até lágrimas nos seus olhos ao falarem dele.

Os católicos têm um exemplo ainda mais preocupante na figura de Marcial Maciel, o célebre fundador dos Legionários de Cristo, uma das congregações masculinas mais bem sucedidas dos fins do século XX, com milhares de membros jovens bem disciplinados e exemplares (e acrescento que estou falando com admiração sincera). Até São João Paulo II achou Maciel um homem exemplar, talvez até um santo. Mas foi revelada aos poucos sua vida secreta e, finalmente, ficou claro que sua pessoa foi equivocada em matéria que qualquer teólogo católico consideraria gravemente pecaminosa (e a justiça civil, criminosa). Mesmo assim e apesar da fiabilidade dessas revelações, ele fez coisas boas–inclusive a própria congregação–e sua comunidade de padres está sobrevivendo apesar das manifestações bem públicas dos seus delitos. Acho isso bom e rico em lições. Sem dúvida, os “sobreviventes” sabem distinguir bem entre os bons frutos e o caráter problemático do fundador, a quem eles, por anos e anos, tinham chamado–com grande afeição de devoção–nuestro padre (“nosso pai”).  O cristão sabe bem que Deus usa instrumentos às vezes altamente imperfeitos para realizar seus planos. Contudo, temos que manter os olhos abertos.

O fato é que mesmo pessoas extremamente dotadas e (especialmente) carismáticas podem sim fazer coisas admiráveis e atrair um séquito significante, mas sem ser realmente admiráveis nos olhos de Deus, ou de qualquer pessoa que tem longa e diferenciada experiência com seres humanos; os seguidores mais comprometidos desses líderes são, amiúde, pessoas jovens–por definição, sem muita experiência de vida. Charme, em si, não é uma virtude. Mesmo um Hitler ou um Stalin podiam ser altamente charmosos em relações sociais.  Para discernir entre os confiáveis e os menos fidedignos precisamos critérios objetivos para identificar os líderes, os mestres  que–mesmo com grandes contribuições à nossa cultura, ou à nossa consciência política–talvez carecem algumas das virtudes mais cruciais para ficarmos minimamente do lado de Deus na grande luta que é a nossa vida.

Estou pensando em vários casos, tanto da esquerda quanto da direita. São líderes na Europa, nos Estados Unidas e na América Latina–tanto líderes políticos como culturais ou até religiosos–que podem atrair milhares de seguidores. Sugiro apenas que as pessoas apliquem esses critérios a qualquer um deles, antes de virar um “seguidor”. Pode até aprender muito com eles, mas para segui-los, busquem no caráter deles, antes de mais nada, três sinais indicadores:

  1. A capacidade de aceitar crítica com graça e humildade. Quem fica tipicamente irritado e resistente a qualquer crítica às suas posições, sua pessoa ou seus atos, e tende a ridicularizar tais críticas e recusar a engajar as pessoas que as falam com tranquilidade e seriedade (ou aceitar debates públicos), não merece discípulos. Platão ficou circundado não apenas por discípulos submissos, mas também por colegas no mesmo nível dele (alguns dos quais discordaram fortemente com teses básicas do platonismo!). Aristóteles deixou um exemplo ainda mais impressionante. Ele ficou 20 anos na Academia de Platão, ouvindo posições das mais díspares, interagindo com elas e depurando suas próprias posições em diálogo com elas. O que hoje em dia chamamos “peer review” (avaliação pelos pares)–mesmo se abusado e exagerado às vezes (como tudo nesta vida)–é uma manifestação sadia e realista daquilo que todo intelectual público precisa na definição e elaboração das suas próprias ideias. Quem trabalha sozinho, ou se gaba em ser “auto-didata,” é especialmente suscetível ao perigo de “endogamia intelectual.”  “He that is taught only by himself has a fool for a master” (Ben Johnson).  Platão teve Sócrates e os desafiantes sofistas;  Aristóteles, Platão e sua turma; Plotino, Amônio Sacco e colegas; Agostinho teve Ambrósio e outros companheiros cultos; Tomás de Aquino, Alberto Magno e os colegas dominicanos, franciscanos e professores do clero secular….e assim por diante.  Tomás, de bom escolástico, aprendeu engajar, ativa e respeitosamente, todas as abordagens plausíveis contra suas posições antes de articulá-las (as famosas objectiones).  Quem não sabe fazer isso, ou algo análogo, não deveria ser seguido.
  2. Uma visão diferenciada (digamos, “colorida”) da realidade, sem a tendência a caracterizar as coisas em termos preto/branco. Especialmente desqualificador é a demonização de alguma corrente de pensamento ou de política e a recusa de identificar os elementos bons e positivos sem os quais, no final das contas,  ninguém poderia aderir a eles to begin with.  A partir do bem nas posições a serem atacadas, o ataque pode prosseguir com acerto e humildade.
  3. Medida e modéstia nas palavras. Alguém que nunca para de falar–que fala e fala e fala (especialmente possível hoje no mundo da mídia social!), que tem algo a dizer sobre tudo, e que dá a impressão de nutrir um amor exagerado pelo som da sua própria voz, não é um mestre confiável. O Hitler e também os ditadores do comunismo de cunho soviético são famosos pelos seus discursos de horas a fio. Um mestre verdadeiramente sábio será alguém que até prefere o silêncio, e que, pelo menos, costuma calar muito antes de abrir a boca.

Finalmente cabe observar que o apego pessoal a um professor ou mestre, pelo menos nos primeiros meses e anos de aprendizagem, é normal e praticamente inevitável. Começamos nossa vida como crianças com confiança totalmente acrítica em nossos pais, e é bom assim. Mas não é bom uma pessoa de 25 ou 30 anos continuar viver sob a guarda-chuva dos seus pais e recusar a ganhar sua independência tanto econômica quanto intelectual. Igualmente com nossos professores; eles fazem uma contribuição preciosa à nossa formação por um tempo estritamente delimitado, e depois a relação deveria terminar. Teremos que reconhecer que eles são também humanos, que têm fraquezas e que um vínculo permanente de discípulo para com eles só vai prejudicar nosso amadurecimento. Há só uma grande exceção a isso; estou escrevendo este texto na Semana Santa, dedicada aos dias mais silenciosos daquele que é o Verbo em carne.  Sete brevíssimas palavras serão proferidas por ele Sexta Feira Santa à tarde. Ele é a única personalidade que merece um culto.

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Sobre o abusado, o corrompido e o excepcional

Abusus non tollit usum. Corruptio optimi pessima. Exceptio probat regulam.

Esses três adágios latinos têm me ajudado a permanecer sensato, talvez mais do que as milhares de páginas de filosofia que eu li. Em resumo, eles me alertam a não renunciar o uso por causa do abuso; a não negligenciar a excelência por causa da sua frequente corrupção; e a não relativizar as regras, só porque as exceções são tão incômodas. O quão fácil a mente pode escorregar para dentro dessas armadilhas, observa-se com clareza para onde quer que se olhe, particularmente nessa era abusiva, corrupta e excepcional em que vivemos.

Em primeiro lugar, deixe-me traduzir – a necessidade disso é, em si, uma triste característica de uma cultura não mais familiarizada com suas línguas clássicas. ‘O abuso não exclui o uso’; ‘A corrupção do melhor é o pior’; e ‘A exceção prova a regra’.

O primeiro é muito simples. Continuamos a cortar nossa bisnagas com facas, a despeito dos muitos pescoços humanos que têm sido cortados com o mesmo instrumento afiado. O que seria da nossa cultura sem as facas? O princípio do adágio em questão é que apenas coisas intrinsecamente boas podem ser abusadas. Não se pode realmente abusar do lixo, nem destratar refugos. Mas se pode abusar de uma criança, e sabemos instintivamente a razão disso: porque uma criança é a coisa mais preciosa que o nosso triste mundo possui. Esquecemos essa verdade geral, porém, quando é a religião que está sendo abusada, e muitos logo deslizam para o argumento ilógico em favor de sua abolição. Políticos e policiais abusivos são um flagelo, mas um mundo sem política e polícia é um mundo em que não há coisa alguma para ordenar nem para defender. Então, da próxima vez que alguém mostrar indignação sobre o abuso disto ou daquilo, olhe logo para o valor da coisa abusada, e aproveite o ensejo para apreciar ainda mais a coisa cuja excelência faz possível um abuso tão chocante.

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Parcialmente sobreposto ao primeiro princípio, temos o segundo. Como o abuso se aplica apenas a coisas boas, o abuso e a corrupção das melhores coisas produzem as piores, assim como acontece com as crianças – e, repito, com a religião. Não achamos revoltante quando vemos um mosquito esmagado, mas a carcaça de um cachorro já nos faz pular de horror e nojo. Quanto melhor o corpo, mais repelentes os seus restos. A Antiguidade Tardia estragou sua mente coletiva ao assistir a magnífica civilização romana decair lentamente e putrefazer-se, desafiando por séculos a historiadores e filósofos – de Agostinho a Gibbon – a entenderem porque uma das melhores sociedades humanas transformou-se numa das piores. Acredite você em anjos ou não, é significativo o fato de que a angelologia semítica diz que o mais elevado dos anjos caiu par se tornar o mais baixo; o nome inicialmente tão amável ‘Lucifer’ (o ‘portador da luz’) agora soa diabólico. Outro exemplo é o seguinte: os mais próximos e íntimos laços humanos são os de sangue, os sagrados vínculos familiares; contudo, os conflitos humanos mais sangrentos são as guerras civis e fratricidas. Da mesma forma, nenhum inimigo é tão feroz quanto um amigo que virou inimigo. Essa lista dos melhores tornando-se os piores vai longe.

web.op_.ghosh_.lefthanded.KCP_O terceiro adágio é potencialmente o mais controverso, embora, na prática, pareça o mais óbvio. Sem entrar muito em argumentos filosóficos, ou até científicos, em que ele poderia ser questionado, penso estarmos justificados em pensar, pelo menos de saída, como ele funciona em nossos assuntos do dia-a-dia. A maioria das pessoas é destra, e o mundo está cheio de sinais dessa preponderância estatística – desde a produção de automóveis, construção de estradas e carteiras de escola, até a ordem das cordas nos violões e violinos, e – num contexto menos agradável – todas as formas de alusões ‘sinistras’. Ainda assim, damos ‘colheres de chá’ aos canhotos sempre que podemos. Afinal de contas, não são culpados por essa sua tendência. Contudo, estaríamos exagerando se insistíssemos que metade de todas as carteiras escolares fossem para canhotos. Claramente, o ‘mundo canhoto’ é uma exceção ao destro, e isso ressalta – ‘prova’ – a regra. Essa prova, contudo, não nos exige extirpar as exceções, nem a bani-las a um gueto. Diz apenas que o mundo é muito mais interessante e belo, em parte, por não ser imperiosamente simétrico.

Enquanto houver temor de que a constatação de exceções constitua uma ameaça às regras, as leis da vida e do seu desenvolvimento, bem como as tendências naturais, continuarão a ser encaradas como leis draconianas, com nossas mentes buscando regras que não sofrem exceções, vendo isso como a única forma de honrar a natureza. Mas, até a ciência moderna – outrora orgulhosa de suas ‘leis da natureza’ de validade necessária e universal – está hoje em dia acostumada a admitir lidar com probabilidades estatísticas na maioria das vezes, e com tendências e aproximações que, na realidade, ganham mais destaque justamente por meio das exceções que lhes negam a universalidade.

Eu tenho que desviar para a faixa errada, a fim de evitar atropelar um pedestre, e esse momento de comportamento excepcional simplesmente ressalta, com um toque dramático, o quão importante é – em 99% das vezes – permanecer na faixa correta (e, para os pedestres, manterem-se fora da rua). Gostaria de escoltar este princípio a alguns tópicos mais controversos, mas deixarei isso para outro dia.